sexta-feira, 6 de março de 2015

Biafra - Sonho de Icaro - CLIP OFICIAL



Ícaro

por:

Ícaro

Era filho de Dédalo e de uma escrava de Minos chamada Naucrata. Seu pai, discípulo de Hermes e renomado inventor, realizava seu trabalho em Atenas até que certo dia começou a temer que seu ajudante e sobrinho Ácale lhe sobrepujasse no ofício.

Enciumado, atirou o jovem do alto de Acrópole matando-o. Por esse crime foi condenado ao exílio, partindo para Creta, reino de Minos, onde realizou muitas obras sendo a mais célebre o Labirinto. Foi nessa construção que o soberano, irritado porque o arquiteto havia favorecido os amores de sua esposa, Pasífae, encerrou Dédalo e Ícaro juntamente com o Minotauro.
Os dois ali permaneceram até que Dédalo fabricou dois pares de asas artificiais amarrando as penas caídas dos pássaros que sobrevoavam o Labirinto e colando-as a seguir com grossa camada de cera. Alçaram voo juntos, deixando o cárcere para traz, porém Ícaro, empolgado com a possibilidade de voar, esqueceu-se da recomendação do pai em não se aproximar em demasia do sol. Inebriado pela sensação das alturas, cada vez mais o jovem se acercava do astro até que, a cera que fixava as asas começaram a se derreter e Ícaro despencou dos céus ao mar morrendo afogado.


ttps://www.algosobre.com.br/mitologia/icaro.html



sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

E arriscar, é arriscado?



Pérsefone andava cansada de ser Coé, a filhinha da mamãe, sempre às turras com os desmandos da mãe. Belo dia, resolveu sair em passear, com suas amigas para colher flores e falar do seu sentimento oculto por Hermes, o seu sedutor amigo.

A deusa tinha um certo desejo pelo impossível, pelo ainda não descortinado, pelo mundo que não a deixaram ver. No fundo do seu âmago, sabia que existiam muitas outras coisas do que lhe ensinaram a ver. Apenas o possível lhe era permitido, aquilo que uma "jovem de família divina" pode fazer: acompanhar os pais, colher flores, ver pretendentes que a mãe lhe escolhia.

Mas e o que ainda não viu? A terra, as águas, o submundo... Esse último não, "não é lugar para jovens moças" diz a mãe. Mas, se for exatamente isso que ela quer? Ver o submundo das coisas?

Perséfone sabe que a mãe não quer que viva, Os deuses, Hermes, Ares, Apolo e Dioniso todos cortejaram-na. Mas a mãe rejeitou todos os seus dons e escondeu a filha longe da companhia dos deuses. E se ela quiser uma coisa diferente? Ser como as irmãs Atenas ou Ártemis, nunca se casar? A ela, nunca é dada a chance de escolha, não sabe o motivo.

Fora, fora do ar

tirei o Blog do ar por exato um ano. Mas, resolvi voltar a deixá-lo público. Aqui tem um pedaço da minha vida, que passou. Ainda tenho postagens que nunca foram publicadas. Espero um dia que parte deste blog vire livro.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

DIONÍSIO - VIDA LOUCA VIDA - CAZUZA


Série uma música (brasileira) para cada arquétipo greco-romano.


Dionísio é o deus que nasceu duas vezes. Filho do grande Zeus com Sêmele, uma mortal, foi gerado na coxa do pai depois que a mãe morreu consumida pela presença do grande deus. Ao crescer, o deus foi enlouquecido por Hera, inconformada com a traição de seu marido. Ele passou então a circular por todos os recantos do Planeta. Ao encontrar a deusa Cibele, na Frígia, ela lhe concedeu a cura e o formou dentro das cerimônias religiosas que ela cultivava.

Foi então que ele se tornou o deus do vinho e da vegetação. Desta forma, ele assumiu o papel de revelar aos mortais os segredos do cultivo da videira. Seu corpo é geralmente coberto por um tecido de pele leonina, pois nos mitos romanos ele se transforma em Baco, que se metamorfoseia em um leão, com a missão de derrotar e se alimentar dos gigantes que tentavam atingir o céu.

Também é possível encontrar a imagem de Dionísio assentado sobre uma vasilha, com um copo na mão, o qual verte vinho embriagante, o que justifica seu andar vacilante. Os gregos ofereciam a ele bodes, coelhos e pássaros corvídeos. Este deus era também considerado um guerreiro, sempre vencendo os adversários, principalmente se livrando das armadilhas de sua rival maior, Hera.

Sua fama como deus do vinho e do prazer rendeu-lhe vários festivais teatrais em sua honra. Ele é sempre conectado também com atividades prazerosas, como o erotismo e as orgias. Segundo as lendas, ele era muito simpático com quem lhe rendia culto, mas podia proporcionar loucura e ruína para os que menosprezavam os festins devassos a ele ofertados, conhecidos como bacanais. Consta igualmente que ele sempre se recolhia na morte durante o inverno e voltava a nascer na primavera.

Por que a música Vida Louca Vida para o arquétipo Dionísio? Esse deus representa o nosso impulso para a vida, a coragem de mergulhar no desconhecido. É o que nos aproxima do nosso excêntrico apaixonado. A Vida louca Vida "cansada de tanta babaquice, tanta caretice dessa eterna falta do que falar".

Alguns impulsos são vitais no sentido que permeiam e permitem mudanças estruturais no ser.  e por isso, essa bela música do nosso Cazuza que tão bem soube viver a vida:






Vida Louca Vida
Cazuza



Vida louca vida, vida breve
Já que eu não posso te levar
Quero que você me leve
Vida louca vida, vida imensa

Ninguém vai nos perdoar
Nosso crime não compensa

Quando ninguém olha quando você passa
Você logo acha eu tô carente, eu sou manchete popular
Tô cansado de tanta babaquice, tanta caretice
Dessa eterna falta do que falar.

Se ninguém olha quando você passa
Você logo acha que a vida voltou ao normal
Aquela vida sem sentido, volta sem perigo
É a mesma vida sempre igual

Se alguém olha quando você passa
Você logo diz: "Palhaço!"
Você acha que não está legal

Perde todos os sentidos...
Corre sempre um perigo
Você passa mal

Vida louca vida, vida breve
Já que eu não posso te levar
Quero que você me leve

Vida louca vida, vida imensa
Ninguém vai nos perdoar
Nosso crime não compensa
Não,não compensa

Se ninguém olha quando você passa
Você logo acha eu tô carente, eu sou manchete popular
Tô cansado de tanta babaquice, tanta caretice

Dessa eterna falta do que falar
Vida louca vida, vida breve
Já que eu não posso te levar
Quero que você me leve
leve,leve,leve,leve,leve,leve...

Link: http://www.vagalume.com.br/cazuza/vida-louca-vida.html#ixzz2k5CwZ2YR

fontes:Tarot mitológico
Infoescola

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Hefesto (Vulcano) e sua música


Série uma música (brasileira) para cada arquétipo greco-romano.

Projetado por sua mãe, Hera (alguns dizem que ela o concebeu sozinha), Hefesto tornou-se posteriormente deus da forja e dos artífices e finalmente das artes e da perícia manual.
Reina sobre os vulcões que são as suas oficinas e onde trabalha com os seus ajudantes, os Ciclopes. Deus poderoso, combate diante de Tróia com a chama, onde durante a Gigantomaquia matou o gigante Clítio, atingindo-o com uma maçã de ferro em brasa.

Hefesto, o deus coxo, uma versão diz que Hera, envergonhada pela imperfeição do filho, expulsou-o do Olimpo atirando-o ao mar, onde foi recolhido por Tétis e Eurínome, que o criaram até aos nove anos numa gruta. Hefesto trabalhou por nove anos, formou e modelou para ambas diversas jóias e guardou sempre um reconhecimento profundo pela bondade que elas lhe haviam demonstrado.
Fisicamente desfavorecido, nem por isso deixou de ter mulheres de grande beleza. De Hera, recebeu a mão da bela Afrodite, como reparação pelos anos de exílio. 

Hefesto seria talvez o grande estranho dos deuses. Tem uma relação conflituosa com a mãe que transfere para as mulheres.
 Para Hefesto uma música linda, cujo título não poderia ser diferente:


Extraño 
Nenhum de Nós

“O que eu sinto a respeito dos homens é estranho
É estranho como é frio
É estranho como eu perdi a fé
É estranho como é estranho
Perguntar o nome”