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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

A Mitologia e a Astrologia - Um pouco da constelação Pop


Flechas com magias de amor, seres metade homem, metade cavalo, feras de pelo invulnerável, ninfas que habitam as águas profundas. As façanhas de deuses e heróis da mitologia greco-romana são mais do que meras fantasias de uma época. Nessas histórias e nesses personagens, se revelam padrões de comportamento comum a toda a humanidade ou, dizendo de outra maneira, traduzem arquétipos – imagens psicológicas presentes no inconsciente coletivo, conforme postulou o psicanalista suíço Carl Jung (1875-1961).
Os seres mitológicos personificam paixão, medo, ciúme, perseverança, raiva, paciência e todas as emoções e experiências compartilhadas pelos homens de todos os tempos. Compreender o significado dos símbolos é parte fundamental da psicologia e de outras áreas ligadas ao autoconhecimento – e a astrologia não fica de fora. “A Astrologia é mais antiga do que as civilizações da Grécia e de Roma. Ela surgiu na Mesopotâmia, há 8 mil anos, mas toda a sua vertente ocidental está estruturada nas lendas de deuses como Zeus, Afrodite e Hera e heróis do porte de Hércules, Jasão e Teseu”, diz Marina Ungarettim psicóloga e artista plástica. “As constelações associadas aos signos também fazem referência a passagens nitológicas”, completa.
Cada mito expressa atributos positivos e negativos dos nativos dos signos. Mas as lições contidas nessas histórias não valem apenas para quem é de Peixes, Sagitário ou Touro, por exemplo. “Podemos nos identificar com mais de um mito, pois temos, em maior ou menor grau, as 12 energias que compõe a roda astrológica. O mapa astral individual indica as áreas da vida em que cada força se manifesta”, explica Marina. Assim, as divindades gregas têm muito a dizer para quem quer se conhecer mais e melhor.

21 de março a 20 de abril
Áries - Jasão e os Argonautas: O Chamado da Aventura

Jasão era filho do rei de Iolco, cujo trono foi usurpado por seu meio-irmão, Pélias. O menino, então, cresceu escondido nas montanhas, educado pelo centauro Quíron, que ensinou a ele música, matemática e o manejo de arco e flecha. Quando o jovem saiu do exílio, o tirano, ameaçado convocou o rapaz para uma missão arriscadíssima: buscar o velocino de ouro – uma pele de carneiro mágica, em poder do rei da Cólquida, que era guardada por um dragão que nunca dormia. Ousado e um líder nato, Jasão reuniu os maiores aventureiros da época, como Teseu, Hércules, Orfeu e Nestor. Juntos, construíram um barco, que batizaram de Argos, e com outros 50 homens zarparam rumo à Cólquida. Depois de inúmeras aventuras chegaram ao destino. Ali, a feiticeira Medéia, filha do rei, se apaixonou por Jasão e o ajudou em sua empreitada, preparando uma poção que adormeceu o dragão. Assim os Argonautas recuperaram o velocino de ouro e voltaram em triunfo a Iolco, onde Jasão entregou a pele mágica a Pélias e recuperou o trono que era seu de direito.
Arianos: os nativos desse signo são ousados, empreendedores e voluntariosos. Movidos pelo espírito de aventura, juntam forças e não temem se lançar em empreitadas arriscadas, como Jasão. Impulsivos, muitas vezes se jogam de cabeça nas situaçoes, não avaliando as circunstâncias. Áries em todos nós: O espírito ariano se manifesta quando nos abrimos para a vida de forma espontânea e calorosa e nos lançamos às metas sem medo. Esse impulso guerreiro nos habilita a tomar a dianteira e descobrir soluções objetivas para os problemas.
Áries em todos nós: O espírito ariano se manifesta quando nos abrimos para a vida de forma espontânea e calorosa e nos lançamos às metas sem medo. Esse impulso guerreiro nos habilita a tomar a dianteira e descobrir soluções objetivas para os problemas.
21 de abril a 20 de maio
Touro - O Minotauro e o Labirinto: Instinto e Razão

No próspero reino de Creta, o rei Minos ordenou ao artesão Dédalo, que construísse um labirinto tão bem projetado que quem se aventurasse por seus corredores jamais fosse capaz de encontrar a saída. Nele, Minos abrigou uma criatura terrível, o Minotauro, que tinha corpo de homem e cabeça de touro. De tempos em tempos, os cretenses eram obrigados a entregar ao monstro, sete donzelas e sete rapazes, que entravam no labirinto para nunca mais sair.
Decidido a livrar Creta desse pesado tributo, o herói Teseu (veja signo de Áries), penetrou no labirinto como um dos jovens sacrificados. Teve o cuidado, porém de marcar o caminho de volta deixando atrás de si o fio de um novelo, tecido especialmente por Ariadne, que caiu de amores por ele e era filha de Minos. Com sua espada, Teseu matou o Minotauro e libertou Creta do jugo do rei sanguinário.
Taurinos: materialistas, ambiciosos, decididos, os nativos valorizam o poder e a segurança. Detêm a força do elemento terra, seu regente, mas devido ao excessivo enraizamento podem se acomodar, como os bois. Assim como o Minotauro exigia o sacrifício dos jovens, os taurinos podem se tornar escravos dos instintos e da busca pelo prazer.
Touro em todos nós: a cada momento em que adotamos uma postura prática frente à vida e trabalhamos com afinco e persistência, estamos imbuídos da energia taurina por excelência. Essa força nos move também a penetrar no labirinto interior de nossas emoções, assumindo o risco de encontrar uma fera irascível, o nosso Minotauro.
21 de maio a 20 de junho
Gêmeos - Castor e Pólux: Múltiplos Talentos

Certo dia, o deus supremo, Zeus, desceu do monte Olimpo à terra para um de seus passeios. Viu Leda, esposa do rei Tindareu, de Esparta, banhando-se num rio. Para seduzi-la, Zeus se transformou em cisne. Leda engravidou e deu à luz aos gêmeos, Castor e Pólux. Um dos meninos, entretanto, era filho de Tindareu esposo de Leda e, portanto, mortal, enquanto o outro, gerado por Zeus, era um semideus.
Castor e Pólux cresceram inseparáveis e se tornaram rapazes dotados de talento, extraordinária inteligência e vigor físico. Tanto que foram convocados para a épica aventura de Jasão e os Argonautas em busca do velo de ouro (veja o signo de Áries).
A mão do destino interveio quando Castor, que era mortal, foi abatido numa batalha. Enlouquecido de dor, o imortal Pólux implorou a Zeus que o levasse também. Para uni-los o deus transformou os dois irmãos em estrelas, formando a constelação de Gêmeos. Havia, no entanto, uma condição: os rapazes deveriam passar metade do tempo no céu e a outra metade na terra.
Geminianos: versatilidade e pensamento independente são características dos nativos desse signo. Extremamente mentais, cultivam pontos de vista originais e gostam de se dedicar a várias atividades ao mesmo tempo, como se desdobrassem em mais de uma pessoa, tema do mito Castor e Pólux. Nesse afã, correm o risco de desperdiçar energias, sem levar as tarefas a cabo.
Gêmeos em todos nós: sentimos o despertar da energia típica dos gêmeos mitológicos ao fazer pleno uso das faculdades mentais, estabelecer associações rápidas e adotar posturas versáteis. A duplicidade geminiana sinaliza ainda uma exigência típica de nossos tempos: a necessidade de trocar continuamente de posição para olhar a vida. E mais: talento para ser múltiplo e conciliar trabalho, família e relacionamentos é qualidade de que ninguém pode prescindir.
21 de junho a 21 de julho
Câncer - A Hidra de Lerna: Emoções Indômitas

Em um de seus 12 trabalhos, o herói Hércules foi convocado a matar a Hidra de Lerna, monstro que habitava um pântano na região de Argos. A fera tinha nove cabeças, que destilavam veneno, e uma delas era imortal. Caso uma fosse cortada, nasciam outras três no lugar.
Na luta, cada vez que Hércules decepava uma cabeça, seu servo, Iolau, imediatamente cauterizava a ferida com uma tocha, impedindo que as cabeças nascessem novamente. Foi quando a deusa Hera, inimiga do Herói, vendo que ele sairia vitorioso da empreitada, enviou um caranguejo para morder seu pé, e distraí-lo. Ele, entretanto, sem pestanejar, esmagou o crustáceo. Em seguida, decepou a cabeça imortal da Hidra e enterrou-a sob uma pedra. Assim, derrotou o monstro.
Entristecida, Hera colocou o caranguejo no céu, formando a constelação de Câncer.
Cancerianos: as várias cabeças da criatura simbolizam o turbilhão de afetos que muitas vezes nos arrebata. O embate entre Hércules e a Hidra fala da importância de dominar as emoções quando forças antagônicas estão em jogo. Os cancerianos, considerados como carentes e maternais, freqüentemente são vítimas de excessos emocionais, que os coloca em situações difíceis – pantanosas, por assim dizer, como o local onde vivia o monstro. O nome Hidra, aliás, significa “água”, o elemento de Câncer, signo representado pelo caranguejo.
Câncer em todos nós: a cada vez que expressamos sentimentos profundos e formamos vínculos emocionais duradouros – com a terra natal, a família e a infância, por exemplo -, estamos dando vazão ao nosso lado canceriano.
22 de julho a 22 de agosto
Leão - O Leão de Neméia e o Orgulho Invencível

Vencer o sanguinário leão que devorava homens e rebanhos nos bosques de Neméia foi o primeiro trabalho dos 12 encomendados ao herói Hércules. Sob as ordens do rei Euristeus, que exigiu a entrega do animal depois de abatido, Hércules adentrou a floresta para descobrir que tanto sua pesada espada como as flechas envenenadas eram inúteis contra o monstro, de pele invulnerável. O herói, então, se atracou à fera numa luta corpo a corpo e estrangulou-a com as mãos nuas. Depois de levar o leão morto a Euristeus, Hércules passou a usar sua pele, tornando-se mais poderoso.
Leoninos: os nativos esbanjam autoconfiança e alegria de viver. Gosta de estar no centro das atenções e, como o animal rei da selva, sabem ser governantes e líderes. Protegidos sob uma couraça precisam, entretanto, aprender a controlar a cólera e o orgulho excessivo, da mesma forma como Hércules sufocou o Leão de Neméia.
Leão em todos nós: a força leonina se manifesta em nós por meio de ações confiantes e otimistas. E ter orgulho de nossas conquistas é justificado. Mas, quando o ego fica inflado demais e somos vítimas da soberba e da arrogância, é preciso cultivar a humildade e a modéstia.
23 de agosto a 22 de setembro
Virgem - Deméter, a Deusa das Colheitas

Uma das 12 divindades máximas do Olimpo, a morada dos deuses, Deméter era a responsável pela fertilidade da terra. A deusa – de cujo nome romano, Ceres, vem da palavra cereal – amava os campos e preferia passar o tempo em longos passeios pelas plantações, permanecendo no Olimpo apenas o necessário para participar de conselhos e julgamentos. Generosa em sua atribuição de prover o alimento era mais amada do que temida pelos homens.
De um romance com o supremo Zeus, Deméter teve uma filha, Perséfone. Certo dia, a moça colhia flores quando foi notada por Hades, o senhor do mundo subterrâneo, lugar por onde as almas vagavam após a morte (veja o signo de Escorpião). Impressionado pela beleza de Perséfone, Hades a raptou.
Deméter ficou furiosa. Sua dor e indignação foram tamanhas que o próprio Zeus se dispôs a impedir o casamento. Depois de muita negociação, os deuses chegaram a um acordo: Perséfone viveria nove meses com a mãe, na terra, e três meses com Hades, no reino dos mortos – em certas versões seriam seis meses em cada lugar. A partir daí, durante o tempo em que fica sem a filha, a desolação de Deméter a impede de exercer sua influência benéfica sobre a natureza: são os tempos invernais, em que a vida se recolhe e nada floresce.
Virginianos: pela capacidade instintiva de os nativos saberem separar o joio do trigo – o útil do inútil, o saudável do insalubre, o oportuno do prejudicial – o signo está associado à capacidade de discernimento. Meticulosos, diligentes e críticos, os virginianos, como Deméter, gostam de colocar seus talentos a serviço da humanidade. O problema é que focam tanto os detalhes que podem perder a noção do todo.
Virgem em todos nós: quando exercemos o espírito crítico e analítico e separamos os grãos da palha, estamos imbuídos do espírito desse signo. Colocar nossos dons e talentos em prol do bem-estar dos outros – como fazia a deusa das colheitas, abençoando as plantações – é outra atitude essencialmente virginiana.
23 de setembro a 22 de outubro
Libra - Eros e Psiquê: O Triunfo do Amor

Certo dia espalhou-se a notícia de que existia na terra uma mulher mais bela do que Afrodite, a própria deusa da beleza. Ela não suportou a ideia de uma concorrente – ainda mais sendo uma mortal – e pediu ao filho Eros, o deus do amor, que matasse a moça. Ele, porém, ao avistar Psiquê amarrada a uma rocha, com os olhos vendados, sem querer feriu a si mesmo com uma de suas setas mágicas e acabou se apaixonando. Levou-a para seu castelo e, a fim de que a moça nunca descobrisse sua identidade, advertiu-a para usar a venda em todos os momentos em que estivessem juntos.
Um dia, as irmãs de Psiquê foram visitá-la, e invejosas de sua felicidade, convenceram-na a tirar a venda, sugerindo que seu amado só poderia ser um monstro. Numa noite de amor, ela tirou a venda e Eros voou pela janela. Psiquê então suplicou a Afrodite que devolvesse seu amado. A deusa concordou desde que a moça cumprisse com uma série de tarefas – quase impossíveis. Ajudada pelos animais, Psiquê saiu vitoriosa dos desafios. A deusa então não teve remédio senão reunir os amantes, que viveram felizes para sempre.
Librianos: a busca da harmonia é a meta dos nativos, não apenas na arte, onde demonstram incríveis talentos, mas especialmente nos relacionamentos. Têm horror à solidão e fazem tudo para não ficar sozinhos, podendo até mesmo abdicar de um amor verdadeiro em prol de uma relação superficial, porém estável. Supervalorizam também a opinião alheia, como fez Psiquê ao dar ouvidos às irmãs invejosas.
Libra em todos nós: é sempre o lado libriano que nos abre a porta da crença no amor verdadeiro. Para alguns, esse chamado é tão forte a ponto de fazê-los se sujeitar a todas as provas para conquistá-lo – ou tê-lo de volta, como fez Psiquê, que reconquistou se amado Eros depois de cumprir uma por uma as tarefas ordenadas por Afrodite.
23 de outubro a 21 de novembro
Escorpião - Orfeu e a Descida ao Mundo Subterrâneo

Poeta e trovador, Orfeu cantava e tangia sua lira com tamanho talento que os animais selvagens se calavam e as árvores se inclinavam para ouvi-lo. Quando sua esposa, a ninfa Eurídice, morreu ao ser picada por uma cobra, o jovem ficou tão inconformado que decidiu descer ao mundo do deus das profundezas, Hades, onde vagavam as almas, para resgatá-la. No reino das trevas, a música e a voz divinas de Orfeu lhe abriram passagem: o feroz cão Cérbero, que guardava a entrada, deixou-o passar e o barqueiro Caronte o conduziu na travessia do rio, onde os mortos se banhavam para esquecer o passado.
Sua prova de amor comoveu até o deus e sua esposa, Perséfone, que concordaram em devolver Eurídice. Com uma condição, porém: ao sair do mundo das sombras, Orfeu iria à frente, seguido pela mulher, mas não poderia olhar para trás em hipótese alguma. O poeta aceitou a imposição e estava quase fora quando foi dominado pela dúvida: e se tudo não passasse mesmo de um estratagema e Eurídice não estivesse ali, junto dele?
Orfeu não aguentou  Voltou-se e viu Eurídice se esvair como fumaça. O herói ainda tentou retornar, mas dessa vez sua entrada não foi permitida.
Escorpianos: os nativos desse signo de extremos não temem descer ao nível mais profundo das emoções, como fez Orfeu na visita ao mundo subterrâneo. Sempre arrebatados pela paixão, como o herói trovador, se sentem irresistivelmente atraídos pela exploração de tudo o que é oculto, secreto e reprimido. Nada pior, para Escorpião, que viver de forma superficial.
Escorpião em todos nós: A energia escorpiana se manifesta nos momentos em que experimentamos a sensação de morte e renascimento. Depois de descer às escuras profundezas do sofrimento, da tristeza e do desânimo, emergimos para a luz curados, renascidos e mais fortes. O espírito do Escorpião aparece também quando mergulhamos no mundo das emoções de forma intensa e apaixonada.
22 de novembro a 21 de dezembro
Sargitário - Quíron, o Centauro Curador

Metade homem, metade cavalo, os centauros eram seres grosseiros e viviam em constante arruaça. Tinha na mente e nas mãos a clareza e a destreza da raça humana, enquanto o corpo e as patas os ligavam à terra e ao mundo dos instintos. Seu rei, o sábio Quíron, filho do deus Cronos – Saturno na mitologia romana – destoava do restante do bando (veja signo de Capricórnio). A condição de semideus o tornava imortal, e ele ainda era filósofo e curandeiro, dominava astrologia, matemática, música, medicina e artes de guerra. Freqüentemente, era convocado como mestre de heróis como Aquiles, Hércules e Jasão (veja signo de Áries).
Em uma de suas proezas, Hércules atacou os centauros e, acidentalmente, feriu o pé do mestre com uma flecha envenenada. Quíron, como imortal que era não deixou a vida, mas não foi capaz de curar a si mesmo. Subiu, então, aos céus e se transformou na constelação de Sagitário.
Sagitarianos: o gosto por expandir horizontes (inclusive os interiores) move os nativos na busca do conhecimento, nos estudos elevados e nas viagens. Agem norteados por valores e convicções nobres, como fazia Quíron. O ponto fraco é a falta de humildade e a incapacidade de suportar críticas.
Sagitário em todos nós: ao desenvolver o raro talento de equilibrar razão e instinto – nossas porções, humana e animal – despertamos o lado sagitariano. É a energia desse signo que nos incentiva a viajar, estudar e conhecer novas culturas e modos de pensar. E depois compartilhar esse conhecimento com outros, como fazia Quíron com seus discípulos.
22 de dezembro a 20 de janeiro
Capricórnio - Cronos, O Senhor do Tempo

Filho de Urano e Gaia (O Céu e a Terra), Cronos destronou o próprio pai. Para isso, em conchavo com a mãe, esperou Urano dormir e o castrou, atirando seus genitais no mar – da espuma, nasceu Afrodite, a deusa do amor. Em outro acordo, dessa vez com o irmão primogênito, Titã, Cronos ganhou direito a governar seu reino. Titã, entretanto, impôs a Cronos uma condição: sacrificar sua descendência masculina para que a sucessão ficasse reservada a um filho seu.
Derrotado por Zeus, Cronos foi aprisionado por um tempo no Tártaro, uma região subterrânea abaixo do reino de Hades. Libertado, coube a ele o papel de consolidador do Universo: sem sua atuação, nada tornaria a forma definitiva e duradoura.
Como Cronos em grego significa “tempo”, ele geralmente é representado como um velho de cabeços brancos e barba longa.
Capricornianos: pacientes e perseverantes, verdadeiros donos do tempo, os nativos trabalham com afinco para cumprir a tarefas assumidas, assim como fez Cronos. Geralmente tomam para si as responsabilidades e não descansam até concluir os planos iniciados. Com rara disciplina e senso de dever, preferem se ater padrões e estrutura estabelecidos a correr riscos.
Capricórnio em todos nós: sabe os momentos em que é preciso exercitar toda a paciência e persistência para alcançar um objetivo? É quando somos mais capricornianos do que nunca! Esse espírito se manifesta, também, nas vezes em que nos esforçamos e trabalhamos duro para consolidar conquistas, do mesmo modo que Cronos quis se manter no trono.


21 de janeiro a 19 de fevereiro
Prometeu e o Fogo Divino

Zeus, ao assumir o poder do Olimpo, decide impor aos homens a supremacia divina e negar a eles o poder de comandar o fogo, o grande elemento transformador. Símbolo de inteligência e sabedoria era o atributo capaz de diferenciar os seres humanos dos animais: sem ele, a humanidade permaneceria predestinada a viver na escuridão e a se alimentar de carne crua.
O Titã Prometeu cujo nome significa “previdente”, tinha o dom da profecia e, depois de receber da deusa Palas Atena conhecimentos de astronomia e navegação e entregá-los aos homens, decidiu fazer o mesmo com o fogo. Roubou de Hefestos uma centelha de sua forja, onde ele lavrava as espadas divinas, e o trouxe à terra. Indignado, Zeus acorrentou Prometeu ao monte Cáucaso e colocou uma águia a bicar-lhe eternamente o fígado. O órgão (que os antigos consideravam o mais importante do corpo por representar a vida), devorado de dia, se regenerava à noite, numa tortura sem fim.
Prometeu foi libertado por Hércules, quando este penetrou no mundo subterrâneo de Hades para capturar Cérbero (veja signo de Escorpião). Zeus permitiu que o herói soltasse Prometeu, pois precisava de seu dom de antever o futuro.
Aquarianos: Os nativos desse signo estão sempre engajados em ideais humanitários e sentem necessidade de colocar seu talento a serviço da comunidade. Antenados, têm o poder de antever tendências, como Prometeu tinha o dom da profecia. No mito, a águia, animal que vive nas alturas, simboliza a visão aguda e a clareza de pensamento, também atributos aquarianos.
Aquário em todos nós: nossa porção aquariana desperta sempre que nos engajamos em causas sociais ou na construção de benefícios em prol do próximo. Ou então quando exercemos tarefas criativas, que tragam inovações ou estejam ligadas a novas tecnologias. Às vezes, temos que pagar um preço pelos princípios de “liberdade, igualdade e fraternidade”, o lema aquariano, como fez Prometeu.
20 de fevereiro a 20 de março
Peixes - Nereidas, as Belas do Fundo do Mar

Filhas de Nereu, o velho do mar, as nereidas eram ninfas das águas, lindas criaturas que passavam o tempo dançando nas profundezas. Um belo dia, Poseidon, o deus dos oceanos, passeando em seu coche puxado por cavalos marinhos, se apaixonou perdidamente pela mais bela nereida, Anfitrite. Mas ela, cheia de pudor, se refugiou nos escondidos domínios de seu pai.
Poseidon prontamente enviou um golfinho para perscrutar os mares em busca da sua amada. O animal, ao encontrar Anfitrite, convenceu-a a desposar o deus. A ninfa então subiu no bicho e, escoltada por todas as divindades marinhas, foi levada a Poseidon. As bodas foram celebradas com toda a pompa, e Anfitrite se tornou a rainha das dos mares. Agradecido ao Golfinho, Poseidon o transformou na constelação de Peixes.
Piscianos: como as nereidas, que viviam nas profundezas, os nativos mergulham em dimensões impalpáveis, ligadas à religiosidade e ao mundo psíquico. Como as águas profundas podem se tornar turbulentas e turvas, os sensíveis piscianos costumam ser vistos pelos outros como confusos e instáveis. Embrenham-se com facilidade no inconsciente coletivo, que abriga todas as experiências e emoções da humanidade.
Peixes em todos nós: vivemos momentos piscianos ao fazer um mergulho no mundo das emoções. Esses sentimentos, por vezes, se escondem nas inóspitas profundezas, como o reino de Nereu. Em toda experiência ligada à transcendência – o despertar espiritual, a manifestação da intuição e das fantasias – também se revela o misterioso universo pisciano.

 fonte: Espaço astrológico

domingo, 9 de setembro de 2012

Sugestão de livro: Mulheres que correm com os lobos - mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem Clarisse Pinkola


Autor: Clarissa Pinkola Estés
Editora: Rocco
ISBN: 8532504442
Ano: 1994
Páginas: 627
ISBN: 8532504442
Tradutor: Waldéa Barcellos


Resenha por: Pri S


Para começar: não, este não é um livro de auto-ajuda. E digo isso porque muitas pessoas me perguntaram a respeito dessa classificação do livro quando descobriram que eu o estava lendo.
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Ele é o resultado da vivência pessoal, profissional e de estudo da autora que é uma analista junguiana e se autodenomina "cantadora", isto é, uma pessoa que gosta de contar estórias, lendas e mitos desde sempre - algo que ela afirma ter aprendido com sua própria família.
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Mas é um livro para profissionais da área de Psicologia que tenham uma preferência pela abordagem da Psicologia Analítica ou pode ser lido por qualquer pessoa? Qualquer pessoa que se interesse pelas especificidades das vivências femininas vai tirar boas experiências do livro. Profissionais da área "saem ganhando" no sentido de possuírem previamente uma familiaridade com os conceitos junguianos nos quais a autora fundamenta suas análises ao longo da escrita. Mas todos os interessados podem ler porque o discurso de Clarissa fala a qualquer um de nós. E ela aborda as mesmas coisas de maneiras diferentes até esgotar as variadas formas de explicação que podem ser utilizadas para transmitir uma ideia. Isso até faz com que o livro pareça repetitivo em alguns momentos - mas, na verdade, ela apenas quer deixar absolutamente claro, para qualquer pessoa, aquilo sobre o que ela está falando.
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A autora faz uso do arquétipo da mulher selvagem para mostrar quem é a mulher de fato, quais são suas necessidades, suas dificuldades, sua forma de estar no mundo. E utiliza a figura da loba para concretizar esse lado instintivo, selvagem, o que há de mais visceral em cada uma de nós, mulheres.
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Clarissa, durante suas pesquisas e seu trabalho com as próprias analisandas que passaram por seu consultório, foi percebendo que as mulheres vinham apresentando medos, posicionamentos frágeis, bloqueios e falta de criatividade e também um acúmulo de funções familiares, profissionais e sociais que as afastavam cada vez mais do que verdadeiramente elas eram. Como se a natureza selvagem estivesse sofrendo uma domesticação ao longo dos anos e aprisionado as mulheres, deturpando seus valores, necessidades e sua espontaneidade.
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O objetivo de Clarissa é que as mulheres (re)conscientizem-se de quem são. Retomem o poder. Busquem o auto-conhecimento e sejam capazes de se conectarem novamente com  as características saudáveis e instintivas da mulher selvagem, para que posssam viver mais plenamente, eliminando culpas, ocupando seu lugar no mundo com segurança e sendo mais felizes.
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De que modo ela faz isso? Em cada capítulo do livro ela narra algum mito, uma história de contos de fada, uma lenda folclórica de diversos povos para ilustrar fases ou características femininas, sempre correlacionando-as ao reencontro com a mulher selvagem que cada mulher tem dentro de si. Ela "destrincha" os contos, fazendo uma leitura à luz da Psicologia Analítica, trazendo conceitos Junguianos traduzidos de uma forma a se tornarem mais acessíveis, dentro do possível, e esclarecedores dos pontos cuja autora aborda.
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Além de conhecermos lendas, mitos, contos de diversos lugares do mundo, também somos sensibilizados à psicologia feminina, sentimentos e situações comuns pelas quais a maior parte das mulheres passa, de uma maneira ou de outra, e somos convidados a refletir sobre a interpretação dos mitos, a forma como eles se apresentam concretamente nas nossas vidas e de que modo podemos assumir o controle e tornar aquele aprendizado teórico numa transformação da nossa visão de mundo, melhorando a nossa qualidade de vida, aumentando a autoestima, retomando as rédeas de nossas vidas em outras bases e parando de nos desculpar por termos, sim, uma psicologia diferente da masculina.
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Não considero o livro de fácil leitura e ele não possui uma linguagem simplificada. Ele também não vai fornecer respostas prontas, receitas e "dicas" fechadas. Ele merece uma leitura calma, uma boa capacidade de interpretação e tem como pré-requisito o gosto pelas estórias, lendas e mitos e o interesse nas interpretações sob o viés da psicologia Analítica.
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No geral, foi um livro que me encantou e que será relido outras vezes, com calma, saboreando cada lenda e o tom de "senta que lá vem estória" que é típico da autora. Super indico e vou me abster de dar detalhes mais específicos sobre o conteúdo da obra. Porque são tantas estorinhas, tantas explanações, tantos temas diferentes que eu não daria conta e nem seria justa ao "pinçar" algum fragmento sem o contexto devido.
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Segue trechinho da contracapa:
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"Mulheres que correm com os lobos identifica a essência da alma feminina, sua psique instintiva mais profunda, com o arquétipo da mulher selvagem, e propõe o resgate desse passado longínquo, como forma de atingir a verdadeira libertação.". 

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Uma vez eu tive uma Ilusão. Por que eu a deixei? Não sei. Eu só sei que ela se foi....





Ilusion        Uma vez eu tive uma ilusão
E não soube o que fazer
Não soube o que fazer
Com ela
Não soube o que fazer
E ela se foi
Porque eu a deixei
Por que eu a deixei?
Não sei
Eu só sei que ela se foi
Meu coração desde então
La fora todo dia
No portão
Por ela
não soubo o que fazer
e ela se foi
Porque eu a deixei
Por que eu a deixei?
Não sei
eu só sei que ela si foi
Sei que tudo o que eu queria...
Deixei tudo o que eu queria...
Porque não me deixei tentar
Vivê-la feliz
É a ilusão de que volte...
O que me faça feliz...
Faça viver...
Por ella no supe que hacer
Y se me fue
Porque la deje
¿Por que la deje?
No sé
Solo sé que se me fue
Sei que tudo o que eu queria
Deixei tudo o que eu queria
Porque não me deixei tentar
Vivê-la feliz
Sei que tudo o que eu queria
Deixei tudo o que eu queria
Porque no me dejo
Tratar de ser la feliz
Porque la deje
¿Por que la deje?
No sé
Solo sé que se me fue

domingo, 26 de agosto de 2012

Mário Quintana - Um vôo de Andorinha


UM VÔO DE ANDORINHA

Um vôo de andorinha
Deixa no ar o risco de um frêmito...
Que é isto, coração?! Fica aí, quietinho:
Chegou a idade de dormir
Mas
Quem é que pode parar os caminhos?
E os ricos cantando e correndo?
E as folhas ao vento? E os ninhos...
E a poesia...
A poesia como um seio nascendo.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Mito do Andrógino de Platão e amor romantico, paixão e alma gêmea

Mito do Andrógino de Platão

  Segundo esta Mitologia, a humanidade era diferente. Não havia dois gêneros, mas três: homem, mulher e a união dos dois. Este último gênero tinha um nome que expressava bem essa sua natureza e hoje perdeu seu significado: Andrógeno. Além disso, seu formato era redondo: suas costas e seus lados formavam um círculo e ele possuía quatro mãos, quatro pés e uma cabeça com duas faces exatamente iguais, cada uma olhando numa direção, pousada num pescoço redondo. Podia andar ereta, como os outros seres humanos faziam, para frente e para trás. Mas podia também rolar sobre seus quatro braços e quatro pernas, cobrindo grandes distâncias, veloz como um raio de luz. Eram redondos porque redondos eram seus pais: o homem era filho do Sol. A mulher, da Terra. E o par, um filhote da Lua.

Sua força era extraordinária e seu poder, imenso. E isso os tornou ambiciosos. E quiseram desafiar os deuses. Foram eles que ousaram escalar o Olimpo, a montanha onde vivem os imortais. O que deviam fazer os deuses reunidos no conselho celeste? Aniquilar as criaturas? Mas como ficar sem os sacrifícios, as homenagens, a adoração? Por outro lado, tal insolência era perfeitamente intolerável. Então...


O Grande Zeus rugiu: Deixem que vivam. Tenho um plano para deixá-los mais humildes e diminuir seu orgulho. Vou cortá-los ao meio e fazê-los andar sobre duas pernas. Isso com certeza irá diminuir sua força, além de ter a vantagem de aumentar seu número, o que é bom para nós. E mal tinha falado, começou a partir as criaturas em dois, como uma maçã. E, na medida em que os cortava, Apolo ia virando suas cabeças, para que pudessem contemplar eternamente sua parte amputada. Uma lição de humildade. Apolo também curou suas feridas, deu forma ao seu tronco e moldou sua barriga, juntando a pele que sobrava no centro, para que eles lembrassem do que haviam sido um dia.


E foi aí que as criaturas começaram a morrer. Morriam de fome e de desespero. Abraçavam-se e deixavam-se ficar assim. E quando uma das partes morria, a outra ficava à deriva, procurando, procurando...


Zeus ficou com pena das criaturas. E teve outra idéia: virou as partes reprodutoras dos seres para a sua nova frente. Antes, eles copulavam com a terra. De agora em diante, se reproduziriam um homem numa mulher. Num abraço. Assim a raça não morreria e eles descansariam. Poderiam até mesmo continuar tocando o negócio da vida. Com o tempo eles esqueceriam o ocorrido e apenas perceberiam seu desejo. Um desejo jamais inteiramente saciado no ato de amar, porque mesmo derretendo-se no outro pelo espaço de um instante, a alma saberia, ainda que não conseguisse explicar, que seu anseio jamais seria completamente satisfeito. E a saudade da união perfeita renasceria, nem bem os últimos gemidos do amor se extinguissem.


E esta é a nossa história. De como um dia fomos um todo, inteiros e plenos. Tão poderosos que rivalizávamos com os deuses. É a história também de como um dia, partidos ao meio, viramos dois e aprendemos a sentir saudades. E é a razão dessa busca sem fim do abraço que nos fará sentir de novo e uma vez mais, ainda que só por alguns momentos (quem se importa?), a emoção da plenitude que um dia, há muito tempo, perdemos.


Não é à toa que aqui e ali, entre os chineses e os hindus, por exemplo, tenham florescido rituais, técnicas e filosofias, cujo objetivo era transformar a energia que nascia deste abraço em energia espiritual e fazer do sexo o caminho para o divino. Algo que, de fato, pudesse preencher o vazio de que somos feitos. Alguma coisa forte o bastante, para nos alçar de novo até o alto da montanha dos deuses. Mas esta história eu conto numa outra vez..

  

O mito e o amor romântico

E qual a ligação do mito com o amor/paixão nos dias de hoje? Na língua Grega, o termo “amor” tem uma tríplice acepção: agapé que significa cura, benevolência; eros que significa amor erótico; filia que significa amizade.
A etimologia do termo nos remete a: “entrar em…”,” ser em…”. Em relação à nós mesmos, o amor pode ser entendido como o “ir ao encontro de nós próprios”, “ entrar no profundo de si”. Assim como na segunda separação dos andrógenos por Zeus e Apolo.
Podemos definir o amor como tudo aquilo que através do desejo, nos move da interioridade para a vida. Ou ainda como a atração que nos inclina para um objeto diferenciado em relação aos outros, para o qual convergem energias, aspirações, desejos e pulsões.
 Paixão, do latim passione = sofrimento, sentimento excessivo; amor ardente; afeto violento. Paixão, palavra de origem Grega derivada de paschein, padecer uma determinada ação ou efeito de algum evento. É algo que acontece à pessoa independente de sua vontade ou mesmo contra ela. De paschein deriva pathos e patologia. Pathos designa tanto emoção como sofrimento e doença. As paixões, entendidas como emoções, mobilizam a pessoa impondo-se à sua vontade e à sua razão.
É uma vivência complexa que geralmente é prolongada, podendo ser duradoura mas raramente perene.
O amor, num sentido amplo, é um forte sentimento de apego. O amor gera desejos positivos e construtivos capazes de nos levar a sacrifícios quotidianos que em condições normais só faríamos por nós mesmos
Amor romântico. Amor obsessivo. Amor apaixonado. Paixão. Estar apaixonado é uma experiência universal à humanidade; faz parte da natureza humana.
 É um sentimento volátil, com frequência incontrolável, que se apodera da mente, trazendo alegria em um momento e desespero no outro.
O que é o amor? Entre as muitas definições está a de que este é um sentimento que nos dá a alegria pela mera existência do ser amado.
O objetivo final do amor, ainda que inconsciente, é encontrar um parceiro apto com quem se unir e ter filhos. Amor romântico. Amor obsessivo. Amor apaixonado. Paixão. Homens e mulheres de cada época e cultura foram "enfeitiçados, amolados e aturdidos" por este poder irresistível. Estar apaixonado é universal à humanidade; faz parte da natureza humana. Além disso, esta magia ataca a cada um de nós praticamente da mesma maneira. Significado especial: Uma das primeiras coisas que acontecem quando você se apaixona é que você vive uma mudança drástica na consciência: seu "objeto de amor" assume o que os psicólogos chamam de "significado especial". Seu amado torna-se singular, único e sumamente importante.
Atenção concentrada: A pessoa possuída pelo amor concentra a atenção quase completamente no amado, com frequência em detrimento de tudo e todos em torno dela, inclusive trabalho, família e amigos. Ortega y Gasset, o filósofo espanhol, chama isto de "um estado anormal de atenção que ocorre em um homem normal". Esta atenção concentrada é um aspecto essencial do amor romântico. Engrandecimento do amado: O apaixonado também começa a super dimensionar, até a exagerar aspectos minúsculos do adorado.
Assim os amantes governam a causa de sua paixão/ para amar suas damas por suas falhas", reflectiu Molière.Como nos iludimos quando amamos. Chaucer estava certo: "O amor é cego."Pensamento intrusivo:mas do amor romântico é a meditação obsessiva sobre o amado. É conhecida pelos psicólogos como "pensamento intrusivo". Você simplesmente não consegue tirar o amado da cabeça. Como Milton foi perspicaz em Paraíso perdido ao colocar Eva dizendo a Adão: "Contigo conversando, esqueço-me de todo o tempo".Fervor emocional: Nenhum aspecto isolado de "estar apaixonado" é tão familiar ao amante do que a torrente de emoções intensas que inundam sua mente. Catulo, o poeta romano, certamente foi arrebatado. Escrevendo para sua amada, ele disse: "Você me enlouquece. / Ver você, Minha Lésbia, tira-me o fôlego. / Minha língua congela, meu corpo/ enche-se de chamas".Ono No Komachi, uma poetisa japonesa do século IX, escreveu: "Deito-me desperta, quente/ as chamas crescentes da paixão/ explodindo, inflamando meu coração" A mulher do Cântico dos Cânticos, a carta de amor hebreu composta entre 900 e 300 a.C., lamentava: "Desfaleço de amor". E o poeta americano Walt Whitman descreveu este turbilhão emocional perfeitamente, ao dizer: "Esta furiosa tempestade galopa por mim — tremo apaixonadamente".
Energia intensa: A perda de apetite e sono tem uma relação direta com outra das sensações esmagadoras do amor: uma enorme energia. Ele também reconheceu claramente que o amante concentra toda sua atenção em uma só pessoa quando ama, ao dizer: "Ninguém pode amar duas pessoas ao mesmo tempo".Os aspectos fundamentais do amor romântico não mudaram em quase mil anos.
Oscilações de humor: do êxtase ao desespero: "Ele deriva pela água azul/ sob a lua clara,/ pegando lírios brancos no Lago Sul./ Cada flor de lótus/ fala de amor/ até seu coração se despedaçar." Para o poeta chinês do século VIII Li Po, o romance era doloroso.
A paixão romântica pode produzir uma variedade de mudanças estonteantes de humor que vão da exultação, quando o amor é retribuído, à ansiedade, desespero ou até raiva quando o ardor romântico é ignorado ou rejeitado. Como coloca o escritor suíço Henri Frederic Amiel, "Quanto mais um homem ama, mais ele sofre". Os povos tâmeis do sul da Índia chegam a ter um nome para esta enfermidade. Eles chamam este estado de sofrimento amoroso de "mayakkam", que significa intoxicação, tonteira e ilusão.
O desejo de união emocional: Esta necessidade assoberbante de união emocional, tão característica do amante, é memoravelmente expressa em O banquete, o relato de Platão de um jantar em Atenas em 416 a.C. Nesta noite festiva, algumas das mentes mais brilhantes da Grécia clássica reuniram-se para jantar na casa de Agaton. Enquanto se reclinam em seus divãs, um convidado propõe que se divirtam com um tópico de discussão, apenas desportivamente: cada um deles deveria descrever e louvar o Deus do Amor.
Todos concordaram. A flautista foi dispensada. Depois, um por um, eles usaram sua vez para louvar o Deus do Amor. Alguns consideraram esta figura sobrenatural a mais "antiga", a mais "honrada" ou a menos "preconceituosa" de todos os deuses. Outros sustentaram que o Deus do Amor era "jovem", "sensível", "poderoso" ou "bom". Mas não Sócrates. Ele começou sua homenagem contando o diálogo que teve com Diotima, a esposa sábia de Mantinea. Falando do Deus do Amor, ela disse a Sócrates: "Ele sempre vive em um estado de necessidade".
"Um estado de necessidade." Talvez nenhuma expressão em toda a literatura tenha apreendido com tanta clareza a essência do amor romântico apaixonado: Necessidade.

 À procura de pistas: Quando os amantes não sabem se seu amor é apreciado e retribuído, eles se tornam hipersensíveis aos sinais enviados pelo adorado. Como escreveu Robert Graves, "Ouvindo uma batida na porta, esperando por um sinal".
Mudança de prioridades: Muitos apaixonados também mudam o estilo do guarda-roupa, os maneirismos, os hábitos, às vezes até os valores para conquistar o ser amado.
O campeão do amor cortesão do século XII, André Capelão, resumiu este impulso escrevendo as palavras: "O amor não pode negar nada ao amor".
Os amantes reorganizam a vida para acomodar o ser amado. Dependência emocional: Os amantes também se tornam dependentes do relacionamento, muito dependentes. Como o Marco Antônio de Shakespeare declarou a Cleópatra, "Tinha eu o coração atado por fios a teu leme". Um antigo poema hieroglífico egípcio descrevia a mesma dependência ao dizer: "Meu coração é um escravo/ se ela me abraça”. 35 O trovador do século XII Arnaut Daniel escreveu: "Sou dela da cabeça aos pés”. 36 Mas Keats foi o mais apaixonado, escrevendo: "Em silêncio, para ouvir teu terno respirar,/ E assim viver para sempre — ou desvanecer até a morte".*  Como os amantes são tão dependentes de um amado, eles sofrem uma terrível "ansiedade de separação" quando não estão em contacto. Um poema japonês, escrito no século X, padece deste desespero. "A manhãzinha cintila/ no brilho difuso/ da primeira luz. Sufocado de tristeza,/ Eu te ajudo com tuas roupas." Os amantes são marionetes que balançam das cordas do coração do outro.
Empatia: Os amantes sentem uma enorme empatia pelo amado.  O poeta E. E. Cummings escreveu encantadoramente sobre isso, dizendo: "ela ria sua alegria ela chorava sua tristeza". Muitos amantes chegam a se dispor a se sacrificarem por seu amado. Talvez o sacrifício de Adão por Eva seja a oferta mais dramática de toda a literatura universal. Como Milton a descreveu, depois de descobrir que Eva havia comido da maçã proibida, Adão decide comer ele mesmo da maçã — o que ele sabe que levará à expulsão deles do Jardim do Éden e à morte. Adão diz: "pois contigo/ por certo minha resolução é morrer".
 A adversidade aumenta a paixão: A adversidade com frequência alimenta a chama. Chamo este curioso fenómeno de "frustração-atração", mas é mais conhecido como "efeito Romeu e Julieta".  Até as discussões ou rompimentos temporários podem ser estimulantes.Um dos exemplos mais divertidos da literatura de como a adversidade aumenta o romance é a peça de um ato de Tchekov, O urso.40 Neste drama, um proprietário de terras mal-humorado, Grigori Stepanovitch Smirnov, aparece na casa de uma jovem viúva para pegar um dinheiro que o marido morto devia a ele. A mulher se recusa a pagar um cópeque que seja. Ela está de luto, explica, e grita bruscamente para ele: "Não estou com espírito para me preocupar com questões monetárias". Isto lança Smirnov num discurso contra todas as mulheres — chamando-as de hipócritas, falsas, cruéis e ilógicas. "Brrrr!", ele diz com veemência, "Tremo de fúria". A raiva dele incita a dela e eles começam a trocar insultos aos gritos. Logo ele apela para um duelo. Aflita para fazer um buraco na cabeça dele, a viúva pega as pistolas do marido morto e eles tomam posições.
Esta estranha relação entre a adversidade e o ardor romântico é vital em todos os amantes das grandes lendas do mundo. Se incitados por dificuldades de um ou outro tipo, eles só se amam ainda mais. Dickens disse sobre isso: "O amor com frequência cresce de forma mais abundante na separação e sob as circunstâncias mais difíceis". É bem verdade.
Esperança: "Digamos que eu pudesse viver em esperança", argumenta o rei Pirro com Andrômaca no drama de amor e morte de Racine. Por que os amantes devem continuar a ter esperança, mesmo quando os dados lançados pela vida saem incansavelmente contra eles? A maioria ainda espera que o relacionamento renasça — até anos depois de ter terminado amargamente. A esperança é outra característica predominante do amor romântico. Uma ligação sexual: "Eu preferia morrer cem vezes a ficar sem o teu doce amor. Eu te amo. Eu te amo desesperadamente. Eu te amo como amo minha própria alma." Assim declarou Psiquê ao marido, Eros, em O asno de ouro, romance do século II de Apuleio. "Ardendo de desejo", continua a história, "ela se inclinou e o beijou impulsivamente, impetuosamente, com um beijo depois de outro depois de outro beijo, temerosa de que ele despertasse antes que ela tivesse terminado."
A poesia de todo o mundo atesta o intenso anseio do amante por união sexual com o amado, outra característica básica do amor romântico. Freud, assim como muitos eruditos e leigos, sustentava que o desejo sexual é um componente central do amor romântico.48 Não era uma ideia nova. Quem estudou o Kama Sutra, o manual do amor da Índia do século V, sabe que a palavra "love", "amor", vem do sânscrito "Lubh", que significa "desejar".
Exclusividade sexual: Os amantes também querem exclusividade sexual. Muitas das histórias de amor do mundo refletem esta possessividade sexual, bem como o desejo do amante de manter sua fidelidade sexual. Por exemplo, enquanto separado de Isolda, a Justa, Tristão casou-se com outra mulher com o mesmo nome, Isolda das Brancas Mãos — em grande parte porque esta mulher lhe trazia muito do apelo da amada. Mas Tristão não consegue consumar o casamento. Quando, na lenda árabe, Laila fica noiva de alguém que não era seu amado Majnun, ela também evita o leito nupcial.
Ciúme: Em seu livro sobre as regras do amor cortês, Capelão escreveu: "Quem não sente ciúme não é capaz de amar". Ele chamava o ciúme de "ama-de-leite do amor" porque acreditava que ele nutria a chama romântica. O sagaz clérigo, como sempre, estava certo. Em toda sociedade em que os antropólogos estudaram a paixão romântica, os dois sexos eram ciumentos, muito ciumentos.50 Como alertou o I Ching, o livro chinês da sabedoria escrito mais de três mil anos atrás, "Um vínculo estreito somente é possível entre duas pessoas; um grupo de três engendra ciúme".As fases do amor
1. Desejo É o que nos leva a sair à procura de qualquer coisa.
2. Atração É quando nos apaixonamos
3. Vinculação É a fase do amor sóbrio, que ultrapassa a fase da atração / paixão e fornece os laços para que os parceiros permaneçam juntos.


Referencia:
  • LUWISCH, Marini M. - <https://www.facebook.com/photo.php?fbid=370852959646831&set=a.264397383625723.58858.264385496960245&type=1&theater> acessado em 01 de agosto de 2012.
  • FISHER ,Helen.  Porque Amamos - A Natureza Química do Amor Romantico; Relógio d'Água; 2008.